Reforma da Previdência I – a parte boa

A população brasileira envelhecerá nas próximas décadas em ritmo muito superior a países que já passaram por essa transição demográfica. Hoje gastamos com a previdência o equivalente a países velhos, e as projeções são de que, sem mudanças, gastaremos entre 20% e 25% do PIB com previdência em quatro ou cinco décadas. Além de ser algo completamente fora da média internacional, isso significa que mais da metade dos gastos governamentais serão destinados a esse fim, deixando a outra metade a ser dividida entre todo o resto: saúde, educação, segurança, saneamento, habitação, infraestrutura, funcionalismo, etc. A proporção não muda muito caso adotemos uma carga tributária elevada à la Escandinávia, o que evidencia que esse é um problema das despesas, independente dos problemas (que abundam) no lado das receitas. Parece razoável? Para mim não. Se você concorda comigo, terá que concordar que o país precisa de alguma reforma. O governo também assim entendeu, e encaminhou uma proposta ao congresso. Ela é boa? Tentarei explicar os principais pontos para que você faça seu próprio julgamento, apesar de deixar clara minha posição em cada tópico.Leia mais »

Sugestões Práticas para um Debate Construtivo*

Há muitos manuais sobre as falácias das lógicas formal e informal, classificando cada uma delas através da agregação de situações similares. O objetivo desse texto é fazer o caminho inverso: identificar como exemplos específicos são repetidos recorrentemente e sugerir a abolição do seu uso para um debate de maior qualidade. Em outras palavras, não busco aqui conceitos, mas situações práticas, sem a pretensão de entender suas implicações mais profundas.Leia mais »

Narcisismo Ideológico

Tenho a impressão que, além do narcisismo com nossa imagem, as redes sociais têm revelado um certo narcisismo de opiniões. Uma opinião divergente da nossa (no editorial de um jornal, na página de um colunista ou na timeline de um amigo) é suficiente para abominar seu propagador; um político que discorda de nós em algum ponto não mais “nos representa”; toda e qualquer pauta é inegociável – qualquer desvio do “eu” merece a pena máxima. Do ponto de vista de políticas públicas, a consequência é o auto isolamento do debate político, deixando decisões importantes para o país nas mãos dos que negociam – com maior ou menor competência; e com boas ou más intenções.Leia mais »

Crescimento do PIB: como chegar lá?

No texto anterior apontei a importância de um PIB que cresce como condição necessária, mas não suficiente, para elevar o bem-estar da população via o suprimento de suas necessidades e desejos. Por isso os economistas há muito tempo se perguntam: o que fazer para crescer? Infelizmente não há uma resposta definitiva, mas vou tentar explicar a lógica por trás de algumas teorias.Leia mais »